O governo federal avalia que a tarifa de 10% sobre produtos brasileiros anunciada nesta quarta-feira (2) pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, “não reflete a realidade”.
Em nota conjunta dos Ministérios do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e das Relações Exteriores (MRE), as pastas afirmam que avaliam “todas as possibilidades de ação para assegurar a reciprocidade no comércio bilateral”, e destacou a aprovação no Senado do projeto de lei da Reciprocidade Econômica.
O texto estabelece critérios para o governo acionar mecanismos de reciprocidade caso barreiras comerciais sejam levantadas contra produtos brasileiros.
O governo disse lamentar a decisão e apontou que a “alegação da necessidade de se restabelecer o equilíbrio e a ‘reciprocidade comercial’” não é verossímil.
“A nova medida, como as demais tarifas já impostas aos setores de aço, alumínio e automóveis, viola os compromissos dos EUA perante a Organização Mundial do Comércio e impactará todas as exportações brasileiras de bens para os EUA”, apontam as pastas.
Segundo a nota, o governo avalia a possibilidade de entrar com recurso junto à OMC.
O governo voltou a argumentar que os Estados Unidos têm mais proveito da relação do que o Brasil, uma vez que os norte-americanos possuem “recorrentes e expressivos superávits comerciais” na balança ao longo dos últimos 15 anos.
O MDIC e o MRE dizem que vão trabalhar “em defesa dos trabalhadores e das empresas” do país e, em consulta com o setor privado, seguir dialogando com as autoridades dos EUA.
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