Os preços do ouro subiram e fecharam em novo recorde nesta quarta-feira (2) com o mercado cauteloso diante da incerteza sobre quais países e setores serão afetados pelas tarifas recíprocas dos EUA. Segundo o analista da Stonex, Leonel Mattos, esse cenário favorece ativos de segurança, como ouro e títulos de renda fixa.
O contrato de ouro para junho avançou 0,64%, fechando a US$ 3.166,2 por onça-troy na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).
O rali da “corrida do ouro” perdeu força antes do anúncio oficial do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a implementação das tarifas recíprocas, previsto para esta quarta-feira na Casa Branca.
Para o BMO, há uma expectativa de postura mais agressiva do governo Trump nas tarifas, mas a definição do novo regime tarifário pode levar semanas ou meses. O Swissquote alerta que o anúncio deve apenas inaugurar outra fase de incerteza e turbulência, com risco de escaladas e retaliações por outros países.
Estrategistas da State Street Global Advisors SPDR avaliam que os preços do ouro devem continuar em tendência de alta nos próximos seis a nove meses, podendo atingir entre US$ 3.300 e US$ 3.400 por onça.
A forte demanda dos bancos centrais e as restrições de oferta sustentam o rali, enquanto o equilíbrio entre crescimento econômico e política monetária segue como um fator de risco para ativos mais arriscados, segundo o JPMorgan.
Embora Trump tenha sinalizado sua decisão sobre as tarifas, a definição oficial ainda não foi feita. Sua equipe econômica avalia três opções: uma tarifa universal de 20%, tarifas recíprocas por país ou uma tarifa reduzida para um grupo específico de nações.
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