Os preços do petróleo recuam nesta terça-feira (1º) após fortes ganhos na sessão anterior, em um dia de volatilidade marcado pela cautela dos investidores diante da possibilidade de ampliação da guerra comercial, o que pode ter impacto no crescimento global.
Apreensão sobre desdobramentos da imposição de tarifas se sobrepõe a ameaças do presidente dos EUA, Donald Trump, de impor tarifas secundárias ao petróleo russo e de bombardear o Irã.
Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o contrato do WTI para maio caiu 0,39% (US$ 0,28), fechando a US$ 71,20 o barril. Já o Brent para junho, negociado na Intercontinental Exchange (ICE), recuou 0,37% (US$ 0,28), para US$ 74,49 o barril.
As ameaças de Trump geraram especulações no mercado, impulsionando os preços do petróleo pela manhã. No entanto, a commodity devolveu parte dos ganhos após declarações do porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, de que Rússia e EUA seguem em contato sobre a Ucrânia, mas que as negociações são complexas.
“A resposta do mercado tem sido relativamente moderada, pois os participantes veem essa ameaça como um possível mecanismo para acelerar o cessar-fogo e o fim da guerra entre Rússia e Ucrânia”, disse Janiv Shah, da Rystad Energy.
No entanto, analistas do ING alertam que, se as ameaças se concretizarem, “criarão um risco significativo para o mercado, dado o grande volume de exportação de petróleo de ambos os países”.
Além disso, operadores monitoram de perto a reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+), marcada para a próxima quinta-feira (3), na qual membros do grupo que vêm aumentando gradualmente a produção discutirão novos ajustes na oferta global.
No cenário geopolítico, a Rússia determinou o fechamento de dois atracadouros no terminal do Mar Negro, em meio a um impasse entre Casaquistão e Opep+ sobre a produção excedente. O terminal é responsável pelo escoamento das exportações de petróleo bombeadas por gigantes americanas como Chevron e ExxonMobil.
Agora, o mercado aguarda o anúncio das tarifas retaliatórias de Trump para medir o impacto das novas sanções, além dos dados de estoques de petróleo dos EUA, que podem oferecer mais sinais sobre as tendências da demanda.
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