Veja reações de líderes mundiais às tarifas recíprocas anunciadas por Trump

Veja reações de líderes mundiais às tarifas recíprocas anunciadas por Trump

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quarta-feira (2) que vai impor uma tarifa base de 10% sobre todas as importações para o país e taxas mais altas sobre alguns de seus maiores parceiros comerciais, em uma medida que intensifica a guerra comercial que ele deu início em seu retorno à Casa Branca.

Aqui estão algumas reações de autoridades ao redor do mundo:

Primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney

O primeiro-ministro canadense Mark Carney disse que as tarifas recíprocas anunciadas pelo presidente dos EUA, Donald Trump, “mudarão fundamentalmente o sistema de comércio internacional”.

O Canadá — assim como o México — estava isento das tarifas recíprocas anunciadas hoje, mas ainda está sujeito a uma tarifa de 25% anunciada anteriormente sobre bens que não são cobertos pelo tratado de livre comércio USMCA.

Falando após o anúncio de Trump hoje, Carney disse que o presidente dos EUA “preservou uma série de elementos importantes” da relação comercial entre os dois países, mas acrescentou que as tarifas de fentanil, tarifas sobre aço e alumínio e tarifas sobre automóveis permanecerão em vigor.

Mark Carney, primeiro-ministro do Canadá • 09/03/2025 – REUTERS/Amber Bracken

Trump vinculou tarifas sobre os três maiores parceiros comerciais dos EUA — México, China e Canadá — às suas alegações de que eles não estão fazendo o suficiente para impedir que migrantes sem documentos e fentanil entrem nos EUA.

Carney também apontou para as tarifas adicionais que os EUA disseram estar considerando, sobre produtos farmacêuticos, madeira e semicondutores.

“A série de medidas afetará diretamente milhões de canadenses”, disse Carney. “Vamos combater essas tarifas com contramedidas.”

Primeiro-ministro da Austrália, Anthony Albanese

Primeiro-ministro da Austrália, Anthony Albanese • 14/10/2023 AAP Image/Mick Tsikas via REUTERS

“É o povo norte-americano que pagará o maior preço por essas tarifas injustificadas. É por isso que nosso governo não buscará impor tarifas recíprocas. Não entraremos em uma corrida ao fundo do poço que leva a preços mais altos e crescimento mais lento.”

Primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sanchéz

Primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez • REUTERS/Yiannis Kourtoglou

“A Espanha protegerá suas empresas e trabalhadores e continuará comprometida com um mundo aberto.”

Primeiro-ministro da Suécia, Ulf Kristerson

“Não queremos barreiras comerciais crescentes. Não queremos uma guerra comercial. […] Queremos encontrar nossa direção de volta para um caminho de comércio e cooperação junto com os EUA, para que as pessoas em nossos países possam desfrutar de uma vida melhor.”

Presidente da Suíça, Karin Keller-Sutter

“[O Conselho Federal] determinará rapidamente os próximos passos. Os interesses econômicos de longo prazo do país são primordiais. A adesão à legislação internacional e ao livre comércio continuam sendo valores centrais.”

 

Primeiro-ministro da Irlanda, Micheál Martin

Micheál Martin • 19/09/2023 – REUTERS/Bing Guan

“A decisão dos EUA, nesta noite, de impor tarifas de 20% sobre as importações da União Europeia é profundamente lamentável. Acredito firmemente que as tarifas não beneficiam ninguém. Minha prioridade, e a do governo, é proteger os empregos irlandeses e a economia da Irlanda.”

Primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni

Primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni • 27/06/2024 REUTERS/Yves Herman

“Faremos tudo o que pudermos para trabalhar em prol de um acordo com os Estados Unidos, com o objetivo de evitar uma guerra comercial que inevitavelmente enfraqueceria o Ocidente em favor de outros agentes globais.”

Manfred Weber, presidente do PPE, o maior partido do Parlamento Europeu

“Aos nossos amigos norte-americanos, hoje não é dia de libertação — é dia de ressentimento. As tarifas de Donald Trump não defendem o comércio justo; elas o atacam por medo e ferem ambos os lados do Atlântico. A Europa está unida, pronta para defender seus interesses e aberta a conversas justas e firmes.”

Ministra das Relações Exteriores da Colômbia, Laura Sarabia

“Estamos analisando as medidas, acima de tudo para proteger a indústria nacional e nossos exportadores.”

*Com informações de Reuters e CNN Internacional



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